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Uma Conversa Franca Sobre a Realização Sexual

Ares 0

Me parece mais simples quando eu separo um conceito grande como por exemplo “Realização Sexual com Vinculo e Praticas BDSM” em algo mais simples.

Já tem algum tempo que venho amadurecendo a ideia de pilares. Pilares trazem bem essa ideia de ser simples, mas ao mesmo tempo necessário, as bases.

No BDSM os pilares são: São, Seguro, Consensual, e Prazeroso para as partes.

No Meu Curso Mestre Do Spanking (que ainda não comecei a gravar), os pilares são jogar com sensações, e criar vinculo.

No Fetish Game (que estou desenvolvendo), os pilares são Atrair, Conquistar e Jogar.

No Caminho do Poder, os pilares que trabalho são Atrair, Flertar, Conquistar, Jogar e Manter. Que são baseados nos conceitos de Desconstruir, Se Trabalhar e Se transformar.

Todo grande problema pode ser dividido em problemas menores. A ideia de realização sexual, que é ampla e eventualmente abstrata também se torna simples quando se consegue ver aspectos menores que precisam se trabalhados ou até mesmo resolvidos. Isso ajuda a não perder o foco, pois a medida que você resolve um problema pequeno, você ganha confiança pra resolver o próximo, e eventualmente um problema maior.

Um problema atrás o outro, uma pequena transformação atrás da outra, muda a nossa vida.

Quando as pessoas me dizem que querem praticar BDSM. “Que querem converter o marido, a esposa”. “Que querem que o boy tenha uma pegada mais forte”. “Que querem pegar a mina e foder com força”.

Tudo isso, pra mim, acaba sendo a mesma coisa. Todas essas pessoas querem Realização Sexual. Querem experiencias melhores e querem viver coisas muito fodas!

Em vez daquele sexo morno de quinta feira, você teria Experiencias Sexuais com Qualidade, Intensidade e Frequência.

Qualidade, porque tem que ser bom.

Intensidade, porque tem que mexer com a gente.

Frequência, porque tem que acontecer sempre que possível.

Qualidade, intensidade e frequência é meio abstrato, por que sempre trazem a duvida de “como melhorar o que tenho?” ou “como criar isso do zero?”.

Tem pessoas que acreditam que apenas BDSM, (que Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo) basta. É meio triste ter que falar isso, porque eu já acreditei nisso, mas “só” BDSM não basta.

BDSM expressa um grupo de padrões de comportamento sexual humano. Era isso em algum momento. BDSM traz inúmeras questões, reflexões e práticas, mas ainda assim é pouco.

Hoje em dia com a facilidade de se achar coisas sobre BDSM na internet, ficou fácil se tornar um “expert” em poucas horas, e tudo isso tem tornado os praticantes cada vez mais rasos.  

E o pior ainda, essas pessoas gastam horas, dias, semanas, com informações incoerentes e incorretas.

Tudo isso contribui pra pessoas perdidas, que não pensam no que fazem, só fazem. Repetem erros e vícios aprendidos em grupos, passados muitas vezes por “praticantes mais experientes” que nunca aprenderam realmente, só acreditaram em sua própria ignorância que dizia “vai pelo instinto que vai dar certo”.

Todo Corpo no Monte Everest foi uma vez, uma pessoa extremamente motivada.

Portanto, BDSM nunca bastou e nunca vai bastar. Aceita que dói menos.

É por isso que eu vou trazer uma forma diferente de pensar as coisas.

(Tem a ver com o mapa do relacionamento que aprendi no tantra, mas é uma versão minha que eu trago exclusivamente pra você pessoa linda que lê o meu blog.)

A realização sexual, através do BDSM, pode ser descrita assim:

Perversão + Técnica + Química + Momento = Realização Sexual

A Perversão, ou as Perversões, são seus desejos, que eventualmente podem ser também seus demônios. Questões, situações, atrações, prazeres, tudo que desperta desejo e traz tesão.

As perversões são fruto da mente. Podem ser frutos de coisas que esteticamente atraíram, podem ser frutos de traumas, de experiencias boas que você quer reviver, etc.

Mas a perversão está na mente. A mente que julga, é a mesma que diz: “eu não deveria gostar disso, mas eu gosto”.

Tem três formas de se lidar com isso:

1 – Você ignora suas perversões e seus desejos. Isso te pesa pra caralho, você fica uma pessoa irritadiça, estressada e infeliz. Na real, você fica sendo uma pessoa miserável.

(Do tantra)

Nós gastamos uma energia IMENSA tentando dizer a nossa mente pra não pensar em algo. Nós gastamos uma energia DESCOMUNAL pra tentar ignorar um fetiche ou desejo. Nós gastamos tanta energia querendo “não ver”, que parece que não sobra nada pro resto.

Sabe quando você está tão estressado(a) com alguma coisa, que quando você vai tentar relaxar, você não consegue? É essa sensação. Você nunca curte um sexo direito, uma situação direito, porque sua mente te traz sempre aquilo que você tenta ignorar.

É isso que dá ignorar seus desejos e perversões, dá frustração.

2 – Você sabe que existe e aceita isso. O tantra traz muito disso, Autoconhecimento.

Saber que você tem uma questão mal resolvida te ajuda a passar por ela mais facilmente.

Imagine um cachorro, grande, muito grande, mostrando os dentes, ele te olha e está sentado. Você caminha pelo outro lado da rua, olha aquele cachorro, sabe que se você correr ele te persegue, mas você tem que passar por ali, então não perde ele de vista, e continua, o mais rápido possível tentando não incomodar o cachorro pra ele não correr atrás de você.

Você ousaria tirar os olhos desse cachorro e seguir despreocupado(a)?

Agora imagine que a sua perversão é isso. Enquanto você mantem suas perversões à vista, fica mais fácil lidar com elas.

Quando a gente sabe que tem algo ali, aquela coisa se torna mais tranquila de lidar. É normalmente aquele momento:

“Por que isso está me afetando tanto?” “Ah, tá, é porque desencadeou isso”.

“Por que eu estou surtando?” “Ah, é porque eu tenho um problema com tal situação”.

“Do que eu estou com medo?” “De dar errado igual já aconteceu em tal situação”.

“Por que está me incomodando tanto?” “Porque eu tenho uma questão mal resolvida com tal coisa”.

Tem coisa que dá pra resolver, tem coisa que dá pra diminuir tanto a importância que chega a ser irrelevante.

Tem coisa que você só convive e vai viver sua vida.

3 – Você abraça sua Perversão.

Muitas pessoas são Sádicas, muitas pessoas são Masoquistas, e existem outras inúmeras formas de perversão.

Viva do seu jeito. É sim um personagem de anime.

Se você nega o seu sadismo, ele começa a escapar. É perceptível, a gente começa a colocar pequenas maldades no dia a dia. Essas maldades não são consensuais, então tem risco de foder (no mau sentido) as nossas relações com outras pessoas.

Da mesma forma, se você nega o seu masoquismo. Você começa a provocar mais as pessoas, só pra elas terem reações mais enérgicas com você. Ou então começa a descontar em si mesmo(a), causando a si mesmo coisas que não precisaria.

Se você já sabe que dá tesão, aceita e trabalha isso. Conduz pra algo bom.

Quando digo abraçar a sua perversão, eu digo pra dar vazão de um jeito saudável. Com alguma técnica, e de alguma forma que te faça bem e faça bem as pessoas ao seu redor.

A Técnica é o “jeito”, um “meio”, um “caminho”.

É o que você usa pra dar vazão, pra direcionar as coisas que teoricamente seriam ruins, pra se tornarem boas.

As técnicas têm vários nomes, algumas são minhas, outras eu aprendi e adaptei.

Alguns exemplos:

BDSM é uma técnica, um meio.

Você aprende a dar vazão aos seus impulsos sádicos e masoquistas através de spanking e de outras coisas.

Você dá vazão a sua necessidade de controle através do bondage e dos Jogos de Dominação e Submissão, dos Jogos de Poder.

Você dá vazão a impulsos que socialmente são muito mal vistos (normalmente por falta de conhecimento), através de jogos de Interpretação de Papéis (Role Play), tipo ageplay, petplay, etc.

“Mas BDSM é um estilo de vida, uma filosofia, etc. etc. etc.”

Não quero dizer que toda a filosofia do BDSM se resume a dor, sim ou não, ou que se resume a jogos de interpretação de papéis, mas cada um tem do BDSM o que quer e o que procura.

Tem gente que ativamente procura um jeito de melhorar a vida sexual. Tem gente que ativamente procura um jeito de se frustrar sexualmente, se iludindo principalmente.

Mas BDSM, pra mim, na minha experiencia pessoal, é uma técnica, um jeito, um meio pra alcançar o que quero.

Uma outra técnica é o Tantra.

O Tantra amplia a nossa percepção de corpo. Amplia a nossa percepção de energia sexual. Traz autoconhecimento dos traumas e do que nos pesa, até mesmo das nossas vergonhas.

Pra algumas pessoas, o tantra é um conjunto de técnicas para masturbação, tanto de si mesmo, quanto de outra pessoa.

Pra outras pessoas, o tantra satisfaz o financeiro e o Ego.

“Mas tantra é uma Filosofia Matriarcal, Sensorial, Desrepressora, é Sagrado, e perfeito em si, etc. etc. etc.”

Então, Tantra pode ser uma técnica, um meio. Tanto de encontrar essa conexão com o corpo e com a outra pessoa, quanto encontrar frustração.

Mas Tantra, pra mim, na minha experiencia pessoal, é uma técnica, um jeito, um meio pra alcançar o que quero.

Quer as técnicas/jeitos que eu desenvolvi?

Tem algumas O Caminho do Poder, O Mestre do Spanking, O Fetish Game. São exemplos de como eu misturei as minhas experiencias pra criar técnicas e jeitos pra alcançar o que eu quero.

Deu certo pra mim.

Ensinei algumas pessoas, deu certo pra elas.

Ensinei mais pessoas, está dando certo pra elas.

Quero continuar ensinando mais pessoas e refinando as técnicas.

Então até agora, você precisa de conhecer as suas perversões e escolher uma técnica.

Depois disso, você precisa de Química.

Química com outra pessoa. Vinculo.

A Química é muito confundida com ser bom de cama, ou mesmo ter um sexo gostoso. Faz diferença? Faz. Mas ser bom de cama e ter um sexo gostoso está mais pra Técnica do que pra Química.

Pra ter química com alguém, você precisa ter empatia, e se tornar uma pessoa boa. A outra pessoa precisa ter empatia, e ser uma pessoa boa.

Se você tem Química com uma pessoa ruim, provavelmente você é uma pessoa ruim.

Tem uma frase que diz muito disso, e é uma sabedoria milenar ignorada até que tenhamos maturidade pra entender.

“Me diga com quem tu andas, que eu te direi quem és”.

Essa Química, que se baseia em empatia e ser uma pessoa boa, é o que constrói vinculo.

Você conhece uma pessoa, valoriza, reconhece e tem empatia. Sabe do sacrifício que as vezes aquela pessoa teve que fazer pra estar ali com você, portanto você valoriza. Você sabe que as vezes aquela pessoa teve experiencias ruins no passado, mas mesmo assim está com você compartilhando momentos bons, então você reconhece. Você sabe que a outra pessoa tem os problemas dela e tem as questões dela, então você se esforça pra entender, isso é empatia.

Mas “em tempo”, tem uma coisa que as pessoas acham que pesa como a química toda, mas na realidade ela é só parte. Que é a Conexão.

Você pode ter todas as características de uma pessoa boa, mas as vezes a conexão não é boa.

Tem detalhes, as vezes detalhes mínimos, que fazem não funcionar. Mas que também podem fazer funcionar muito!

Tem detalhes que fazem funcionar por um tempo. Os Fetiches (as Perversões) são um exemplo. O sexo é outro. O fato de a pessoa ter algum diferencial social é mais um.

Eu já tive uma namorada, o sexo era sensacional. Os fetiches nem tanto. Durou um tempo, e eventualmente só o tesão, que é um tipo de lubrificante pra relação fluir, não foi suficiente. E o desgaste começou.

Da mesma forma eu já estive com algumas pessoas que o Fetiche e as Perversões combinaram. Um tesão INCRIVEL, sensacional, que eu me sentia perdidamente apaixonado. De achar que eu amava a pessoa.

Fetiches que combinam são importantes? Pra mim, hoje? Mais do que nunca. Eu não consigo me envolver com alguém sem que os meus fetiches combinem.

Mas só fetiche basta? Não. Fica uma voz lá no fundo dizendo “você vai se fuder muito”. Normalmente é o nosso inconsciente nos avisando que toda aquela excitação, paixão e “amor”, são baseados em tesão. E o tesão seca sem compatibilidade. O Tesão Seca se não há troca em outras coisas, principalmente empatia.

Não há corpo, tesão em perna, bunda e antebraço que sustente um relacionamento, se não há nada além de corpo e fetiches.

Tem até um vídeo que gravei sobre compatibilidade. Vê Depois => O Link Está aqui.

Compatibilidade dos fetiches. O beijo que encaixa. O corpo que atrai. O gosto por filmes de terror. O gosto por comédia do tipo besteirol. O gosto musical. O gosto por animes.

Essa compatibilidade é a que faz a experiencia sexual com a outra pessoa extrapolar o quarto e ir pra vida. Não é só o sexo, não é só o fetiche, mas é também o sexo e também o fetiche.

Eu já vivi isso e não recomendo pra você.

“Relacionamento” só de sexo pode ser ótimo, mas que graça tem se você não pode falar mal do presidente? Rs

Ou tomar cerveja no seu bar favorito que ninguém dá nada por ele?

Ou ainda se a pessoa simplesmente não tem tempo pra ficar deitado domingo sem fazer nada?

Tem outra coisa importante na química, que não te falam, que é maturidade.

O nível de maturidade tem que ser compatível. Se não o relacionamento se torna tóxico e alguém sempre se machuca.

Um sinal de maturidade, se a pessoa sabe receber críticas e falar sobre os fetiches dela. Outro, se a pessoa sabe dar valor.

Enfim, já vi gente que não sabia receber críticas, mas sabia criticar.

Já vi pessoas sem empatia, que não sabiam reconhecer o esforço alheio. Já vi pessoas sem empatia que cobravam ser reconhecidas pelo esforço, mas nunca deixavam a outra pessoa saber o que faziam.

Eu já fui a pessoa no relacionamento que era a “sábia”, e que ficava o tempo todo dizendo como achava que deveria ser, e arrumando “jeitos” melhores de fazer as coisas. Na minha cabeça eu achava que ia bem, mas nessas relações, eu me tornei um chato. Custei a aprender que nenhuma relação nasce pronta e que a gente tem que se permitir criar coisas novas, e aprender com a outra pessoa. Eu sei que sou um “mestre” em BDSM, mas BDSM é só uma técnica de um jogo, não dá pra ignorar todo o resto. E eu fui imaturo nessas situações.

As vezes uma relação tem que terminar e a vida seguir um pouco pra gente aprender com aquilo, internalizar e conseguir ir pras próximas, mesmo que a próxima relação seja com um ex, seu ou de alguém.

Entenda que a sua relação com seu ex acabou, você tem que ser grato por tudo o que viveram, e entender que aquilo ficou no passado. Você só carrega com sigo hoje as lições aprendidas.

E é bom entender também que os motivos que levaram ao término, se ainda existirem, e ainda incomodarem, vão levar a outro término. Mas ao mesmo tempo, o ex de um ano atrás não é o ex de hoje, ainda mais numa jornada de autoconhecimento como essa que eu e você estamos vivendo. (eu diria até vivendo junto).

E por último tem o tempo, o momento.

Momento é algo que ninguém te fala, mas eu vou te falar.

Momento é tempo.

Se o homem ou a mulher perfeita pra você nasceu no ano de 1500, de que adianta?

Da mesma forma, as vezes a pessoa ideal pra você nem nasceu. É comum pessoas de 50 pegarem pessoas de 30. Idade depois dos 18 anos, se torna apenas um número.

Só que além de viverem na mesma época, vocês têm que estar prontos e ter disponibilidade pra se relacionar. (Tem a ver com maturidade também).

Estar pronto pra se relacionar também tem a ver com compatibilidade, mas principalmente compatibilidade de tempo.

Tem momentos na nossa vida que a gente simplesmente não tem que ficar mexendo com BDSM e Tantra, ou qualquer outra coisa mais sexual, que seja focada em prazer e realização.

Se a sua vida profissional pede atenção foca nela.

Se você tem filhos que precisam de você, foca neles.

Eu acredito que 10% do nosso tempo tem que ser gasto com lazer e BDSM entra dentro de lazer. Só que esses 10% são tão FODAS, TÃO INCRÍVEIS, que eles fazem esses momentos serem memoráveis e incríveis. A satisfação que fica desses momentos INCRÍVEIS E MEMORÁVEIS dura semanas, e sempre trazem lembranças maravilhosas. Ou ainda se vão acontecer, trazem antecipação e aquele frio na barriga gostoso.

Só que ainda sim, tem gente que usa esse tempo curto pra trazer pra si dor de cabeça e frustração.

Se você encontra alguém que está em um relacionamento fechado, bem ou mal, esse relacionamento vai pesar na brincadeira de vocês e essa pessoa vai sempre escolher o relacionamento. Porque se o relacionamento da pessoa ainda não acabou, ele não está no momento de acabar.

E toda sessão vai ter o “tesão a mais” de que pode ser a última, só que um dia vai ser mesmo a última. Pois na próxima a esposa pode não deixar o marido sair pra brincar.

Não tem jeito de fazer um planejamento pra 2 ou 3 sessões com uma historinha que se complementa, não dá pra deixar um “continua no próximo episódio….”

Se a pessoa tem que dar foco na vida profissional, ou você tem que dar foco na sua vida profissional, avisa a outra pessoa.

“Fulano(a), esses próximos dias/semanas/meses, eu vou ter que dedicar a tal coisa/projeto, então eu vou ficar um pouco sem tempo. Mas até tal data eu resolvo”.

Dar um prazo funciona pra tudo, tanto pra outra pessoa resolver o que ela precisa, quanto pra você entender até quando deve ficar numa relação. Se o prazo vencer, você tem que tomar uma atitude, de estender um pouco mais, ou de encerrar.

E por que eu estou te falando isso sobre tempo, prazos, e momentos de vida?

Porque o seu ritmo não é igual ao de ninguém. O ritmo pode ser mais rápido ou mais devagar, e a medida que a relação se aprofunda, os dois se adaptam e acham um meio termo.

É como uma dança, o forró que eu tenho experiencia. Tem 1, 2, 3, pausa.

Todo mundo que dança forró sabe que tem 1, 2,3 e pausa, só que as vezes o meu 1 é mais lento que o seu. A sua pausa não casa bem com a minha. Dá desencontro mesmo, só que é resolvível.

Ou ainda nunca dançou forró na vida. Nunca se envolveu num nível tão profundo, tão cru e visceral, nunca se abriu tanto pra alguém.

Então o ritmo muda. As marcações também. As vezes até se precisa inventar uma dança nova. Alinhar as expectativas e falar “estamos em ritmos diferentes, mas a gente tenta se acertar”.

Só que observe se é o seu tempo e se sentir que sim, se joga.

Como que você sabe se é o momento certo?

Tá te dando tesão, e esse tesão é maior do que as suas preocupações? Quer dizer que o seu tesão é prioridade, então vai atrás dele. Com responsabilidade e com camisinha.

Desde 2008, eu acho que nunca me abri tanto pra escrever um texto como esse. Eu ensino técnica e falo sobre mudança, mudança na direção de ser mais feliz.

Só que pra algumas coisas só a técnica não basta, e eu escrevi isso tudo pra te alertar sobre todas essas coisas que também influenciam.

Como sempre estou aberto a conversar. 😉

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