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[Guia Rápido] Como ter experiencias sexuais com amizades sem fuder tudo?

Ares 0

Eu sei que é difícil encontrar pessoas com quem temos compatibilidade, entendo mesmo. Encontrar alguém pra te dar uma aventura, uma experiencia, confiar naquela pessoa, se permitir mergulhar fundo nos seus desejos, e ainda sim esperar que seja bom, é difícil.

E aí sempre ficamos naquela dúvida? “E se eu convidasse um amigo? Uma amiga? Um Amigo e uma amiga?”

Junto com a ideia de convidar uma amizade pra uma aventura sexual, vem também a insegurança: “Será que estraga a amizade?”

É um assunto melindroso, mas que eu vou tentar te dar um pouco mais de clareza sobre.

Uma amizade é uma relação afetiva entre indivíduos, em que há entre as pessoas afeto e carinho, um sentimento de lealdade, proteção, etc. É um relacionamento social e voluntário de intimidade. Tem como bases reciprocidade do afeto, ajuda mútua, compreensão e confiança.

Quem quer arriscar isso em nome de um tesão?

Mas as vezes o tesão fala mais alto, e vc já confia na pessoa, já tem um bocado de coisas boas, e até uma história por trás que fariam com a experiencia sexual fosse mais gostosa.

Como faz?

Eu vou te dar um guiazinho passo a passo. (Que serve inclusive pra negociar com outras pessoas).

Convide / Demonstre interesse

Se você não falar nada, como que a pessoa vai saber que você tem tesão nela?

Só toma cuidado com isso, anos de amizade e “do nada” você chega com a ideia de transar, pode dar problema. Então vai com calma, não tem que acontecer num dia só.

Então começa contando alguns casos de transas que teve, sem parecer que está se gabando, pergunta dos gostos das pessoas em situações especificas, e joga hipóteses, ideias, alguns “talvez”. “Outro dia me peguei pensando, e se você me comesse?” “Sabe o que eu queria agora? Um sexo oral. Você fala tão bem do seu oral, podia quebrar meu galho”

Leve na brincadeira, mesmo se tomar um “nem pensar”, “nunca”, etc.

Inclusive se houver uma frase como “Sexo estraga amizade”, responda “Só se você for ruim de cama, o que não acho que seja o caso, pelas histórias que me conta”.

Negocie as expectativas

Se não tem expectativa, não tem frustração, certo? Mas se não tem expectativa, ninguém sai de casa. Você tem que ter uma expectativa de que vai ser bom, se não nada acontece. Da mesma forma que a outra pessoa também tem que ter uma expectativa de que vai ser bom.

A frustração acontece quando as pessoas têm expectativas diferentes.

Então você negocia as expectativas.

“Fulano(a), eu quero só transar, não to procurando relacionamento”, “só um sexo oral”, “Só inversão”, “O que você acha de a gente só ter uma sessão?”

Use “Só”, “Somente”, “Apenas”. Tente limitar o máximo possível a expectativa de haver alguma coisa além do que você quer, ou posterior, porque se for ruim, vocês experimentaram e não deu certo, não ficou nada “prometido” pra acontecer depois. Se for bom, você faz outro convite.

E se for uma sessão? Negocie o que vai acontecer.

“Pessoa, eu quero fazer isso, e isso, e isso e isso com você. O que você gostaria de ter numa sessão?”

Se você for testar alguma coisa, ou fazer algo que não tem segurança, avise a pessoa. Ela é sua amiga, certo? Vai te permitir errar e ainda te ajudar, porque a ideia é prazer mutuo!

Fora que no meio BDSM, você pode pegar uma amizade mais experiente, ou menos experiente, e se ajudarem, aprenderem juntos.

Evite surpresas do tipo “combinamos um oral, ela veio com um chicote”, quanto menos brecha vc deixar na negociação, mais fluida a coisa vai fluir.

A experiencia sexual com amizade serve pra saciar tesão e pra se divertir, a pessoa está ali “conquistada” como amiga, você não tem que fazer nada incrível ou extremo, só se divertir.

Negocie também, inclusive, como vai ser o cuidado pós sessão, é importante que a outra pessoa saiba que você quer colo, ou que você quer distância, ou que você se incomoda com gente passando a mão no seu rosto, ou etc.

Prazo de validade

Esse é o ponto que todo mundo esquece, que tem a ver com expectativas, mas que eu coloquei em separado de propósito.

Fale sobre Tempo!

“A nossa experiencia sexual é limitada a x tempo, ok?”

Se você for jogar com algo que demanda mais preparo, atenção ou dedicação, tipo cinto de castidade, preparação pra fisting, preparação pra prazer anal, a depilação da pessoa, chulé, usar calcinha, não usar calcinha, etc. Algo que mude a rotina, que fuja do padrão normal de comportamento negocie o tempo que isso vai durar.

“então combinamos que você vai se submeter a mim, isso vai acontecer por x dias, e você vai ter essas e essas coisas/tarefas/etc.”

“tal dia tem a sessão, dentro da sessão eu vou fazer isso e isso, você vai fazer aquilo e aquilo, findada a sessão, a gente volta a ser amigo, topa?”

Limites

Não existe prazer sem limites. Se você não colocar nenhum limite, a coisa pode descambar pra um abuso facilmente, mesmo com aquele(a) amigo(a) que te adora, te respeita e tem todas aquelas qualidades positivas.

Então mesmo que vocês não lembrem de negociar tudo, deixem bem claro os limites.

Os limites com amizade são diferentes de limites em relação BDSM. Aqui os limites são coisas que você não quer, ou não se sentiria confortável, nada de “limite flexível”.

Quando você está com uma amizade e aceita fazer por causa do outro, mesmo te incomodando, você se agride e a experiencia que seria boa, se torna ruim. Só aceite e só faça o que você realmente quer.

“Você quer me fazer um oral? Ok. Mas eu não vou fazer um oral em você.”

“Você quer um spanking e sexo? Não quero Spanking, ou Não quero sexo”

“Você quer se sentir usado(a)? Ok, mas saiba que eu vou fazer isso, e isso, você vai se incomodar?”

Dicas extras

Máscara e contato visual

Sabe quando você olha pro seu amigo ou pra sua amiga e vocês estão fazendo algo errado? Aprontando?

Normalmente vocês trocam sorrisos, e as vezes até gargalhadas. As vezes na sessão isso é bom, as vezes tira as pessoas do papel, não tem certo ou errado, só estou te alertando pra saber que isso pode acontecer e você escolher permitir ou não.

As vezes também o contato visual lembra uma certa censura, você sente vergonha de estar mostrando o seu lado pervertido pra outra pessoa. As vezes a outra pessoa você respeita por alguma questão, ou ainda sente que a outra pessoa tem mais experiencia que você.

Então?

Vocês usam máscaras, ou uma das partes usa venda.

A venda deixa a pessoa mais centrada no próprio corpo, e mais sensível pra realmente sentir os estímulos e o tesão.

O jogo das máscaras permite tirar a pessoa do dia a dia, da rotina, que é confidente, que te escuta e coloca ali um objeto de prazer.

Inclusive é extremamente comum que casais que tem muita intimidade e muito tempo de relacionamento, usem mascaras pra definir que estão em sessão. Imagine a cena pervertida, a Dominadora malvada com máscara de lobo, e o submisso vulnerável com a máscara de porquinho. ^^

Dentro desse jogo, tem também papéis de Sissy, de Petplay, de interpretação de papéis.

Com a roupa tal, deixam-se fora do quarto os amigos, e se tornam O professor malvado e a aluna delinquente. Consegue perceber a ideia?

Se você interpreta um papel, não são mais os amigos, é outra coisa.

Arrume apelidos carinhosos

Se na relação de amigos, você chama a pessoa pelo nome, ou pelo apelido de amigo, na brincadeira e na sessão, você pode chamar a outra pessoa por outro nome, por outro apelido.

Sabia que o homem quando é Sissy, costuma ter um nome feminino?

É até interessante se vocês costumam brincar com frequência, que se uma das partes chama a outra pelo “apelido bdsm”, pode ser um sinal pra “quero brincar”.

E o outro nome também permite as pessoas envolvidas saírem dos papeis costumeiros, tem um efeito parecido com a máscara, só que o apelido carinhoso ressoa dentro da pessoa, e as vezes pode despertar alguns gatilhos de humilhação erótica.

Humilhação Erótica

Eu, particularmente acredito que não existe relação BDSM sem um mínimo de humilhação. A humilhação serve pra deixar bem clara a hierarquia.

E como você está jogando com um amigo ou amiga, dá pra perguntar a pessoa “o que te faz sentir humilhado(a) e com tesão?”

E aí você usa isso.

Se for pra ter papai e mamãe, quase sempre, eu nem saio de casa.

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