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Play Partners

Ares 0

Suponhamos que você começou há algum tempinho com bdsm, leu muita coisa, releu muita coisa, aprendeu, as vezes teve a oportunidade de ir a algum evento.

 

Tudo muito lindo né?

 

Digamos ainda que você já saiba qual seu papel, ou ainda viu alguma cena que te chamou a atenção e queira repetir parte dela.

 

Nesse momento, o “instinto”, o “natural”, diz a você: “Procure grupos, procure alguém”.

 

Você naturalmente age.

 

Procurar grupos num primeiro momento pode ser extremamente benéfico e te propiciar excelentes experiências, ou pode ser extremamente maligno, e te desgastar demais, a ponto de você não querer saber mais de BDSM.

 

Mas você quer alguém, precisa realizar seus desejos! Como fazer?

 

Arrume um Play Partner!

 

Um Play Partner é alguém que você convida à experimentar brincadeiras e que não necessariamente se torne uma relação D/s, namoro, etc., com todo o peso da relação. Há inclusive pessoas que se mantem como Play Partner e que optam por não entrar em nenhuma relação.

 

A relação entre pessoas que queiram ser Play Partner uma da outra, começa mais ou menos da mesma forma, uma conversa tranquila, alguma coisa sobre os fetiches, um encontro e se houver uma química, a coisa flui. As vezes um PlayPartner também pode surgir de alguma relação prévia, seja ela amizade, colegas, ou mesmo alguém que pratica BDSM e que haja um certo interesse mútuo. Há também pessoas que você conhece em eventos, pede uma pratica, se a pessoa concordar, ela acontece, inclusive com outras pessoas mais experientes orientando, caso seja necessário.

Cuidado com Ex de forma geral, Ex-namorados, Ex-marido, Ex-esposa, ou qualquer pessoa que vc tenha tido um relacionamento afetivo intenso, pior ainda quando acabou de forma brusca e trágica, e briga. Pode ser que funcione? Pode! Mas requer uma negociação maior, uma atenção maior aos detalhes, e até um pouco mais de paciência.

 

Com um PlayPartner, a coisa normalmente, é mais leve, pois as pessoas se atém ao combinado. Há sempre uma negociação do que pode e do que não pode, e dessa forma a sessão segue mais simples.

Os pontos mais comuns pra se negociar são:

– Relação sexual. Vai ter sexo? Oral? Vaginal? Anal? O que mais relacionado a sexo?

– Praticas. Quais práticas? Quais acessórios? Qual intensidade?

– Limites. Quais os limites? Tanto pra dor quanto pra psicológico.

– SafeWord. Qual a palavra que para a cena? Qual a palavra pra avisar que está chegando no limite?

– Local. Onde? Que dia? Que horário?

– Despesas. Quem paga o que? Quanto podem gastar?

 

Todos estes pontos são importantíssimos, principalmente quando você quer ter mais sessões com o se Play Partner. Há outros que vão surgir, então é importante conversar, mal entendidos podem atrapalhar.

Nunca tente algo com alguém, que pelo menos um dos dois não tenha domínio. Exemplo, você quer fazer suspensão por cordas, mas nem você, nem seu parceiro, conhecem a pratica, vocês não tem Domínio sobre ela, então não faça, arrume outra coisa que vocês tem conhecimento ou que seja tranquilo.

 

Por último, mas não menos importante, nunca limite a relação de Play Partner. Limitar no sentido de impedir ela de virar algo mais. Quando duas pessoas estão se relacionando, pode haver uma vontade de se ver com mais frequência, de experimentar mais coisas, e até de fazer coisas que não são ligadas ao BDSM ou a parte sexual da coisa.

Deixe isso fluir, e vá vivendo o que vocês tiverem vontade.

 

Acredito que toda relação deva começar como Play Partner, uma sessão avulsa. Se houver vontade, uma segunda sessão. Se continuar vontade, uma terceira. E por aí vai.

 

O importante em todo esse jogo de conhecer pessoas, de experimentar os próprios prazeres, de se conhecer, e de se realizar, é se permitir.

 

Ah, seja confidente e cumplice do seu playpartner, as vezes temos a tentação de falar pra todo mundo que estamos saindo com “AQUELA” pessoa, mas te digo, fazer isso de forma discreta te ajuda a fazer sempre.

 

 

Se você não sabe o que fazer em um encontro como esse, para praticar BDSM, eu recomendo o livro:

Ebook Spanking e Privação de Sentidos

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