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“Uma prostituta em público e uma princesa na cama”… não, pera…

Ares 0

 

Com que tipo de pessoa você quer se relacionar?

 

Todas as pessoas têm um consenso sobre que tipo de pessoas gostariam de se relacionar. Normalmente é algo como uma pessoa normal aos olhos da sociedade, e uma pessoa que te satisfaz em seu íntimo.

Essa pessoa especial carrega qualidades visíveis aos olhos da sociedade, como por exemplo humildade, inteligência, beleza, postura, etc. É o que faz ela alguém interessante de se conviver, normalmente tem a ver também com integridade e sinceridade, você sabe que pode confiar. Portanto é alguém que seria um ótimo parceiro. Normalmente sendo tudo isso também vinculado à amizade. Você admira essa pessoa pelo que ela é.

Do outro lado, essa pessoa é com você, cumplice das suas aventuras. Sabe aquela sua perversão mais intima? Então, é com essa pessoa que você vai realizar. E nem acho que seja só sexo, mas aquele frio na barriga, aquela ansiedade, aquele conforto de estar nos braços, de dormir junto. A parte afetiva da coisa, que pode ser amor ou paixão um dia, mas que também vai ser muito tesão.

Eu acredito em equilíbrio.

Se você tem a parte das qualidades, sem a parte afetiva, acaba se tornando um amigo.

“Ah, mas eu transo com alguns amigos de vez em quando”. Ok, mas será que isso vai ser um relacionamento afetivo algum dia? Ou vocês dois querem manter como sexo entre amigos?

 

Já a parte do tesão, sem as qualidades que você preza, acabam por tornar o relacionamento intenso, mas pouco duradouro. Você pode até ter tesão naquela pessoa linda, mas e além disso? É só o corpo da pessoa? Será que isso é suficiente para ter um relacionamento?

É igual carro novo. Você pega ele na concessionaria, plásticos nos bancos, sem placa, zero Km, tudo cheira a novo. Ele te dá uma inflada no ego, seus amigos perguntam, todos os outros carros parecem latas velhas sobre rodas, você se sente poderoso. Com 1 semana, as vezes 1 mês, ou 3 meses, depende de você. Ele fica comum.

 

É um fenômeno assim que acontece com a beleza do parceiro. Acima do seu mínimo aceitável de beleza acaba por ser tudo igual.

 

Então voltamos ao equilíbrio, e uma pessoa, um relacionamento equilibrado, tem defeitos.

 

Tenho um amigo que me disse certa vez “devemos escolher nossos parceiros pelos defeitos que suportamos”. Escolher só pela parte boa faz com quem estejamos alienados, e talvez presos a uma bomba relógio.

‘For crying out loud!! I’m not carrying a bomb!! It’s just my biological clock ticking!!’

Os defeitos são inerentes a todo relacionamento. E são nos defeitos que sua princesinha provavelmente virou um “probleminha”.

 

Dos casais que já orientei, as reclamações são sempre parecidas:

– Você não é mais o(a) mesmo(a). Quando eu te conheci você era…

– Lá atrás você gostava de sexo oral.

– Nós nos beijávamos mais.

– Você não me convida mais para jantar.

– Você não me traía.

– Você não mentia para mim.

– Por que você não me conta mais da sua vida?

Etc. etc. etc..

 

Essas reclamações e muitas outras surgem normalmente da combinação de dois fatores: incompatibilidade e incomunicabilidade.

Incompatibilidade pode ser na questão de ser bons amigos mas não ser bom pra relacionamento amoroso. Pode ser aquele ciúmes doentio que precisa ser tratado. Pode ser aquele hábito normal pra um, e péssimo para o outro. Podem ser coisas pequenas e grandes, que com o tempo pesam, e não tem jeito, as vezes a gente só percebe quando o balde já derramou.

“Let’s face it – our relationship is doomed.”

Incomunicabilidade nesse sentido é muito mais a dificuldade de se comunicar do que a ausência de comunicação. Se vocês estão cada um em sua ilha particular, quilômetros de distancia, sem contato e sem pretensão de entrar em contato, não há relacionamento, há duas pessoas aleatórias no mundo. Agora, se vocês têm telefone, whatsapp, Messenger, etc., isso provavelmente configura a dificuldade de se comunicar.

Quando vocês se conheceram vocês falavam sobre tudo, normalmente isso acontece por ter muito assunto relacionado a quem vocês são, quanto mais se conhece o outro, menos se tem necessidade de se conhecer o outro. Portanto sem todas essa curiosidade e perguntas, é normal que a quantidade da conversa diminua, sendo substituída por conversas de mais qualidade, por silencio de qualidade, ou por coisas ruins.

 

E normalmente essas coisas ruins são as que mais pesam. Principalmente falta de educação sobre pequenas coisas que incomodam.

Não se preocupar com o bem estar do outro, não perguntar se está tudo bem, não desejar bom dia, não fazer o “número 2” de porta fechada, ser ignorante, gritar, dar trabalho, tratar mal pessoas por serem subordinadas ou em condições que acha inferiores, descarregar no parceiro, agressões, falta de respeito, etc.. Imagine algum tipo de pessoa que você não teria um relacionamento de forma alguma? Agora veja que essa pessoa que você imaginou, repete sempre alguma cosa nociva a você ou ao relacionamento. Agora imagine essa repetição por anos e no quão infeliz vc se tornaria por viver assim.

 

Se sua relação chegou ao ponto em que parece que acontecem mais coisas ruins do que boas, é necessário que conversem, que pausem ou que terminem.

Conversar, perguntar o que incomoda, tentar entender como aquilo incomoda, e jogar limpo “eu vou mudar” ou “não, eu não vou mudar” considerando a questão da compatibilidade. Mesmo sobre sexo, mesmo sobre as tarefas de casa divididas, mesmo sobre coisas boas e ruins. Conversar com a ideia de melhorar, nunca de acusar o outro, e entender o que é culpa sua e propor mudança do seu lado também.

Pausar, dar um tempo, férias. É bom também. Vocês moram juntos, dormem juntos, comem juntos, se falam o dia todo no celular, é necessário um tempo as vezes. Eu gosto de jogar com meus amigos, alguns homens jogam futebol, algumas mulheres jogam futebol, alguns gostam de beber com os amigos(as), tem gente que gosta de dormir sozinho na cama, mas todos são rituais de curtir a folga. Por melhor que seja o parceiro, você precisa sentir saudades as vezes. E um tempo de 1 semana, 1 mês, quando está tudo uma merda, pode fazer bem pro relacionamento. As vezes a saudade abre porta para uma conversa mais leve, com cabeça fresca e muito mais produtiva do que aquela com nervos a flor da pele.

Término. Sabe quando alguém diz: “eu já tentei de tudo e ele não mudou”. Normalmente ela tentou mudar sozinha, ela assumiu para si responsabilidades do relacionamento que as vezes não eram nem dela. Ela tentou justificar a traição do parceiro com alguma coisa sua. Ela até tentou mudar o parceiro. Mas não adianta, as pessoas só mudam hábitos e características ruins por vontade própria. E tem algumas coisas que tornam duas pessoas incompatíveis. Então falta tentar uma última solução derradeira em função da sua própria felicidade: O Término.

 

“Ah, mas esse texto não fala de BDSM, nem de como ter o submisso(a) perfeito, ou muito menos como ter minha princesa ou prostituta”.

 

Fala sim, uma ótima relação independente da dinâmica é construída com equilíbrio, respeito, admiração, compatibilidade e conversa.
Trate como alguém de extremo valor e você terá um extremo valor. Ou pelo menos a tranquilidade de deixar ir, sem arrependimentos.

 

obs.: Eu acho que qualquer pessoa pode ser o que quiser, inclusive seu homem pode ser “O homão da porra” pra sociedade e a sua prostituta na cama. Basta que seja bom para os dois e que sejam cúmplices.

Mais do Que Tudo

Frejat

 

Quero que ela seja linda
Alta e use minissaia
Quero que ela pare o trânsito
E provoque um maremoto na praia

Eu quero que ela fale línguas
E seja viajada
Eu quero que ela tenha tudo
E nunca ligue pra nada

Uma princesa na mesa
E uma fera na cama
E mais do que tudo
Eu quero que ela diga que me ama

Quero que ela use cores
E escolha sempre a mais bonita
Seja um harém numa só
E será sempre a favorita

Seja impossível
Pros outros
E sempre fácil pra mim
Que não queira compromisso
Mas fique comigo até o fim

Uma princesa na mesa
E uma fera na cama
E mais do que tudo
Eu quero que ela diga que me ama

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