Press "Enter" to skip to content

Qual deve ser meu primeiro acessório para BDSM?

Ares 0

Essa é uma pergunta que recebo muito.

“Ares, você está no BDSM a bastante tempo, então me diz: o que recomenda a um iniciante? Que acessórios tenho que ter? ”

O que recomendo a todo iniciante é que procure conhecimento. Conhecimento de tentar entender quais práticas te atraem e como você pode realizar. Se entender, descobrir o que te excita é importante para não começar a realizar demais o fetiche do outro e se deixar de lado.

Entendendo seus fetiches, você vai perceber que alguns são bem próximos de se tornar reais, enquanto que outros dependem de muitas coisas, incluindo dinheiro. É relativamente simples amarrar ou ser amarrado a uma cama, mas é complicado transar em um helicóptero. Há coisas simples que satisfazem mais do que coisas complexas, e isso está diretamente ligado aos seus fetiches.

Fetiches tem a ver com coisas materiais, palpáveis, objetos e partes do corpo. Eventualmente coisas grandes, eventualmente roupas, acessórios e etc.

Eu vou focar nos acessórios pois é mais simples em um primeiro momento.

 

Acessórios podem ser classificados em pelo menos duas formas: Acessório de Empoderamento do Dominante e Acessório de Sensação para o submisso.

Os acessórios que empoderam o Dominante, acabam por ser acessórios normalmente mais visuais, mais hardcore e de certa forma pouco práticos para sessões. Um exemplo é o Chicote Longo <3.

O Chicote Longo é originalmente feito de couro trançado em ponta única, por isso o nome de BullWhip. Hoje em dia existem em diferentes materiais que servem até melhor do que o couro. Ele é um acessório que exige um certo nível de habilidade, e dependendo do tamanho, exige também espaço. Além de ser bem hardcore, um chicote longo bem feito e bem manuseado, consegue abrir cortes profundo na pele ou marcar pequenos pontos ou traços, sem machucar. Normalmente depende da habilidade de quem o manuseia, por isso o empoderamento. 😉

Um bom Chicote Longo tende a ser equilibrado, estalar alto e não deixar calos nas mãos de quem o manuseia.

 

Como acessório de sensação do submisso, eles focam mais em causar ao submisso sensações, causando dores medias ou baixas, e com foco mais no prazer do submisso, do que no empoderamento do Dominante. Um exemplo pode ser o Flogger.

 

Flogger aqui no Brasil já foi muito confundido com açoite.

O açoite é um instrumento de tiras de couro que serve para castigar, normalmente ele é feito de tiras de couro mais rígidas e normalmente mais secas, é bem hardcore e não recomendo como acessório para sensation play com o submisso.

O Flogger já é um acessório tipicamente BDSM. Normalmente feito de tiras de couro mais macio, ou outros materiais mais leves, o foco dele é em esquentar, mais até do que castigar. Flogger é um acessório de fácil manuseio, e pouco risco com golpes, que eventualmente, acertam em locais errados.

Ele tem que ser equilibrado para que possa ser bem usado. Se você tem um Flogger com tiras demais, o cabo fica muito leve e isso exige muito dos seus braços, cansando o Dominante rapidamente. Se você tem um cabo muito pesado, não consegue dar golpes na força desejada, pois as tiras perdem força devido ao peso do cabo. Da mesma forma, o comprimento das tiras e do cabo tem que ser levado em conta.

O Flogger normalmente tem duas partes, o cabo e as tiras.

O cabo de um Flogger consegue passar certo nível de requinte. O cabo é a parte que mais costuma ser trabalhada como personalização do acessório. Mas deve se ser evitado materiais como vidro e aqueles que você insere no submisso.

2 em 1 nesse caso não funciona, ou você usa como acessório pra spanking ou você usa como um consolo ou plug até porque, depois que você “inserir” no submisso, ele provavelmente vai estar fora de condições de uso dentro da mesma sessão, além de ser quase impossível higienizar as tiras.

Cabos de metal tendem a ser mais pesados, mesmo que brilhantes e bonitos, cabos de bambu podem ser interessantes, mas o que eu conheço de bambu me remete sempre a que sejam muito leves, se puder pagar por isso, um cabo personalizado de madeira, ou ainda de resina.

 

As tiras do Flogger devem ser de material macio, principalmente se é o seu 1º ou 2º Flogger. Se for o 5º ou 10º, ok, você compra do material que quiser. Recomendo tiras de couro, de preferência camurça. Aqueles couros que tem “brilho” são couros que receberam um tratamento na flor, para que adquirissem aquele brilho, isso normalmente faz com que as tiras fiquem cortantes e isso pode ser um problema, caso não seja o resultado esperado. Flores nas pontas ou detalhes demais normalmente fazem o acessório ficar muito caro e desgastam fácil, deixando o acessório feio após pouco uso, para fotos fica ótimo, para usar, é problemático. Fuja de acessórios de aço, e de materiais que você desconhece a dureza. Mesmo que teste em você, na sua perna que é o local mais recomendado, você ainda não vai ter uma noção boa, ele pode estar cortando muito, batendo muito leve e você só vai descobrir depois. Além do que, aço usado nas tiras do Flogger tende a não ser 100% aço, e por isso pode soltar material, causar infecções, cortar, etc. Ah, nada de improvisar com cabo de rede, fio, mangueira… é burrice expor seu parceiro a tal coisa.

Tenha sempre em mente que o objetivo do Flogger é esquentar. Como ele é usado normalmente na bunda, o objetivo é causar uma sensação de calor para aumentar o tesão. O aspecto estético também conta, se você for usar com um iniciante, ele não pode assustar este iniciante, por isso ter um acessório bonito pode ajudar. E além de tudo você pode “esquentar” para fazer uma prática mais pesada depois, ou simplesmente esquentar para dar tesão, é bem versátil.

Qual deve ser meu primeiro acessório para BDSM?

Um Flogger.

 

Você encontra em vários lugares e eu recomendo que procure e que converse com outras pessoas.

De qualquer forma, deixo também o link caso tenha interesse: https://www.fetix.com.br/flogger-preto-de-couro-camurca

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *