Press "Enter" to skip to content

Para você o que vale mais?

Ares 0

Diariamente novas pessoas descobrem a ponta do iceberg que é o BDSM, elas vislumbram a parte que aparece sobre a água, veem as partes boas, veem o que dá prazer, descobrem que com certas práticas e técnicas, elas podem ter um prazer inimaginável. Começam a ler, em busca de informação, ávidas por entender como coisas simples se conectam em fetiches complexos e extremamente excitantes.

Como tudo na vida é perfeito, normalmente surgem 2 problemas, comum a quase todas as pessoas.

O primeiro, um parceiro/namorado/rolo/crush/etc.. Ter um parceiro alheio ao BDSM, bem como não ter um parceiro para praticar BDSM são ambos problemas de mesma raiz. Das duas formas fica um vazio.

“Nossa, como eu queria gozar amarrada, mas estou fazendo este papai e mamãe sem sal”.

“Me bate” soa quase como um atestado de loucura.

“Nossa, que mágico esse fetiche, pena que não tenho ninguém”.

 

O segundo problema é a realidade. Toda a fantasia encontrada nesse primeiro brilho estupefato das coisas normalmente vem com uma certa dose de ilusão. É certo de que todos nos deixamos seduzir em um primeiro momento, mas após isso é que há a necessidade desse choque de realidade, para poder enxergar as coisas de forma mais salubre, mais sã. É comum nos decepcionarmos, não com as práticas, nem com a ideia de se realizar sexualmente, mas com as pessoas. As pessoas BDSM carregam os mesmos defeitos dos baunilhas (ou pessoas não BDSM).

 

Tendo em vista que esses dois problemas SEMPRE acontecem em algum momento, venho ao cerne do texto.

 

A grama do vizinho é sempre mais verde.

 

Imagine uma relação convencional, 1 par de pessoas, esse par tem certa cumplicidade, conversam e se apoiam, tem uma vida juntos, mas o tempo levou parte do encanto e das borboletas do estomago. Com o tempo o sexo vai perdendo o gosto e fica meio automático. Uma dessas pessoas, descobre o BDSM, por acaso, por dica de alguém, ou por estar consumindo pornografia, essa pessoa resolve que quer tentar aquilo tudo com o par…

“Mas e se ele me achar doido? ”

“E se eu não souber como amarrar? ”

“E se eu comprar tal acessório atoa? ”

 

Em meios a tantos “se”, “mas”, e “quem sabe”, a vontade de tentar com o parceiro diminui.

 

Então o que normalmente as pessoas fazem? Elas resolvem experimentar o BDSM sem o parceiro, com um terceiro, e normalmente sem que o parceiro saiba. Talvez arriscando a relação em uma aventura imprudente.

 

Mas é o tesão, é o Graal perseguido por toda uma vida que agora tem nome “BDSM”.

 

E aí depois de conversas furtivas noturnas na internet, mentirinhas para encobrir pequenos rastros, e quem sabe alguma experiência real depois, a relação com aquele parceiro do dia a dia sempre acaba.

E a relação que era a que mais prometia, que era a BDSM, se farta de realização sexual, mas carece de companheirismo, cumplicidade, carinho e principalmente amor.

Esse exemplo foi um mais clássico, e de certa forma mais pesado, mesmo sendo verídico quase sempre.

 

Em alguns casos, quando se está solteiro, tendemos a procurar por algo que encha os olhos, que tenha aquele gosto de fruta proibida e esquecemos dos detalhes simples que tornam uma relação saudável.

 

Um buquê de rosas ou uma rosa todo dia?

 

O companheirismo com alguns fetiches mais leves ou aquele sexo fenomenal totalmente esporádico e sem dormir de conchinha?

 

Mesmo em uma relação BDSM, é comum os subs (normalmente homens), estarem com Dona e procurando em outras masmorras, a relação deles é boa, tem os fetiches, as coisas acontecem com pouca frequência, mas confiam e tem inclusive uma boa conversa, coisa rara hoje em dia, e mesmo assim ele insiste em tentar flertar com outras.

Ou…

Aquele Dominante que encontro uma sub que ele vê valor, e ainda sim insiste em procurar outras submissas para fantasias mais elaboradas, mesmo que isso custe sua relação atual.

 

Longe de mim querer pregar o certo e errado, o tanto de cagada que já fiz, nuh…. ainda escrevo um livro sobre. Rs

 

Assim como todos os meus textos, eu só quero que você leitor, refine seu ponto de vista.

 

Entender o que é importante para você, faz com que suas relações sejam melhores, para algumas pessoas o sexo fenomenal basta, tem mais peso do que todo o resto, para outras o amor pesa mais e os guia.

 

O segredo é autoconhecimento, porque sem isso, você pode aceitar qualquer coisa e isso é receita de infelicidade.

 

Então,

 

O que é mais importante para você em uma relação? O seu parceiro atual pode te oferecer o que você realmente busca?

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *