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Femdom: Porque evocar o lado feminino do submisso é sempre um bom negócio?

Ares 4

Bom, pelo que já li e já vi, todo homem em alguma fase da infância já experimentou roupas femininas, ou pelo menos quis experimentar. Isso tem a ver com questão de identidade de gênero no momento em que as coisas estão sendo construídas e talz.

Não vou entrar muito no aspecto psicológico da coisa e da criação da criança, pq não é o objetivo.

Normalmente os pais não sabem lidar com isso, finge que não veem, ou em algum momento veem e encorajam. Tem até um movimento nos EUA que visa incentivar as crianças nas suas particularidades.

Bom, de qualquer forma se quem era criança, não passou por essa fase, acaba mantendo a curiosidade. Se passou pela fase e foi reprimido, mantém a curiosidade e talvez, um desejo reprimido. Se passou por essa fase e não foi reprimido, acha de boas, e se dá tesão na outra pessoa, provavelmente vai fazer.

Então, deveria ser fácil cativar um homem a ser um crosdresser, ou ainda usar algum acessório ou peça feminina. Mas e se, não é?

Bom, e se não é fácil, provavelmente tem a ver com moral e talvez algum preconceito bobo que existe na cabeça da pessoa.

 

Os pensamentos que passam na cabeça do homem, quando o assunto é crosdresser, são:

– Crosdresser é coisa de viado. Se eu me vestir de mulher, eu vou ser gay, ou um transexual.

Nesse ponto, quando converso com um submisso que quer isso, ajudo-o a pensar no seguinte: “Você vai estar com um homem ou uma mulher?”, “Quando você se veste de mulher, é algo permanente?”, “Você, vestido de mulher se identifica como sendo mulher, ou é só um jogo?”, “A sua bússola, aponta pra que direção? Que você quer ser mulher e nunca mais ser homem?”

– E se os outros souberem?

Todo homem tem uma certa vontade de contar pros outros os seus feitos, principalmente sexuais. Sério, é meio que inato à cultura do homem. “Eu trepo melhor”, “minha namorada é a melhor atriz pornô do mundo, insaciável”, “nossa, altas aventuras com a masturbação da lhama manca” rs, etc. etc. etc.

É lógico que com o tempo, com certa maturidade, aprendemos que quanto mais fundo quisermos ir nas fantasias do parceiro, menos falamos para terceiros. É uma regra básica, se uma parceira, descobre que vc fala o que vocês fazem para terceiros, seu melhor amigo, sua mãe, seu pai, etc, menos ela se permite com você.

Ok, mas e se os outros souberem? Se você não contar, eu não conto. Nosso segredinho.

– Mas tem que montar todo igual a uma DragQueen?

Só se vocês quiserem. A ideia aqui tem a ver com trazer coisas inusitadas, como novidade pro sexo ou a brincadeira já batida.

 

E o FemDom nisso?

Bom, o Femdom explora isso de duas formas. Como CrossDressing e Feminização Forçada.

No CrossDressing, é um homem que tem fetiche com isso, que quer se vestir como uma mulher. A maioria não é gay, muito menos transex, só tem vontade e desejo de experimentar. Uma calcinha, um vestido, etc.

Quando ele encontra uma Domme, que gosta, e em quem ele confia, ele se torna cativo desta Domme. Porque não podem divulgar pra todo mundo que gostam, porque a sociedade recrimina, porque a maioria das mulheres não aceita, etc. Os motivos variam, mas no fim, ele encontrou alguém especial e que consegue realizar seus fetiches. Eles provavelmente, gostam tanto da dominação envolvida, quanto da possibilidade de realizar seus fetiches. Aí vem também a questão de tentar fazer isso em publico, para aumentar tanto a humilhação quanto o tesão da coisa toda. Uma Domme talentosa consegue fazer um submisso parecer muito uma mulher, ou ainda ressaltar bem o contraste da barba com a maquiagem e uma peruca.

Ah, nem todos os crosdressers são submissos, as vezes são crossdressers e nem bdsmers.

 

Já a Feminização forçada é diferente.

O objetivo da Feminização forçada é diferente, o que predomina aqui é o “forçado”. A Domme força o submisso à feminização, normalmente contra a vontade dele. Imagine um homem que não tem desejo disso, de se vestir como uma mulher, sendo forçado, ele vai experimentar uma dominação muito mais forte e uma humilhação severa, simplesmente para a diversão de sua Domme. E a coisa se torna extremamente divertida, pois a Domme sabe que o seu submisso não está fazendo para dar prazer a ele mesmo, está fazendo pois está sendo forçado a isso.

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A Domme faz com que ele se vista de mulher, faz maquiagem, uma peruca, e o faz se olhar no espelho. Faz a humilhação. Coisas como “Veja se encontra o homem que existia antes”, “putinha”, “Vira, sobe o vestido, quero ver sua calcinha enfiada”, etc… Criatividade. Rs

E aí a cereja do bolo. A Domme, pega sua “Sissy”, e faz a inversão. Ela usa e abusa da sua Sissy, sua putinha, sob seu controle, comendo ela gostoso, e as vezes fazendo ou não ela ter um orgasmo enquanto é penetrada.

A Domme então, com sua Sissy, com seu ex homem que é agora, sua femeazinha, pode então usar e abusar de sua figura vulnerável e submissa. E isso empodera MUITO a Domme. Vai contra todas as regras sociais, de que é o Macho que define a relação e escolhe sua femea, é o macho que tem o falo e poder, etc.

Na Feminização Forçada, pode haver ou não o desejo da Domme, de fazer com que sua Sissy, tenha contato com outros homens. Pode ser bom, mas tem que ser pesado com muito cuidado. Mesmo o “Forçado”, dentro do BDSM, passa pelo SSC, e para alguns homens, que se tornaram Sissys, por vontade de suas Dommes, o “Forced Bi”, é um limite muito sério. Um terreno extremamente arenoso, perigoso e cheio de areia movediça, que pode destruir a relação.

 

E como eu torno o meu submisso minha menininha?

O início pode variar muito. Já vi acontecer como uma simples sugestão, aquela na hora das preliminares.

A Domme, tira sua calcinha, e na hora que o submisso vai fazer um sexo oral, ela o força a vestir sua calcinha.

Numa conversa despretensiosa, perguntar “Você já usou calcinha? Acho que você ficaria bem com a minha calcinha”, e despertar a curiosidade do pretenso submisso.

Identificar se o submisso tem tesão em ser CrossDresser é um ponto chave no jogo. Isso pode definir sua estratégia de estimular isso, ou ignorar, a ponto de ele mesmo pedir.

 

Se o objetivo for a feminização forçada, aí a coisa fica mais interessante.

Cinto de castidade masculino.

Nunca imaginei uma Sissy, que não use um cinto de castidade.

A restrição do orgasmo, da ereção e da masturbação causa efeitos incríveis nos homens em geral.

Tem as fases do tesão, o tempo de cada fase, os aspectos gerais, as humilhações especificas, etc. Mas eu não vou abordar isso neste texto.

Então vc tem a sua Sissy, que não vai conseguir ter orgasmos sem você, sem sua permissão, e conforme o tesão da Sissy cresce, sua submissão, e sua permissividade de experimentar coisas novas.

Um homem usando um cinto de castidade, fica até com mais desejo de ser invertido, e bem mais suscetível as humilhações em geral. Além de estar preso e sob a vontade de sua KeyHolder (portadora da chave), ou sua Domme.

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  1. nicole crossdresser nicole crossdresser

    Linda abordagem. Concordo com tudo.

    • Ares Ares

      Ola Marcia,

      Obrigado pelo comentário!

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