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Qual a maior qualidade de um Dominante?

Ares 0

Qual a maior qualidade de um Dominante?

As respostas variam…
Integridade…

Sinceridade…

Honestidade…

Pulso Firme…

Convicção…

Cumplicidade…

Respeito…

Acho que todas as características inerentes ao caráter são imprescindíveis, então a pergunta permanece, qual a maior qualidade de um Dominante?

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(A barba talvez? hahhaahaha)

Primeiro vamos esmiuçar um pouco mais o papel do Dominante.

Dentro do jogo do BDSM temos o papel de Dominante. Dominador, Domme, ou Dominadora. Estes papéis existem como parte de um jogo na relação Dominante/submisso. Na teoria, o Dominador cria o jogo, as regras e o submisso se compromete ou não. Em uma breve pesquisa li que “Dominador é aquele que sente prazer em dominar fisicamente e psicologicamente uma personalidade submissa”, coisa que não acredito.

Na minha opinião, o Dominador sente prazer em criar “condições inseguras” para o submisso, condições de extrema vulnerabilidade, tanto psicologicamente quanto fisicamente. Daí vem a base do sadismo. O meu sadismo não se apresenta no “fim”, mas no “meio”. São as “condições inseguras” que fazem com que tudo seja excitante e aumenta o nível de prazer entre as partes durante a brincadeira.

Ok, mas e o SSC? São, Seguro e Consensual.

A segurança? Está em amarrar tendo uma faca ou tesoura especial para cortar as cordas se necessário. Fazer cenas publicas mas usar máscaras caso algum paparazzo de plantão esteja presente. Está em enviar nude sem mostrar o rosto, sem mostrar tatuagens e nada que o identifique. Está em enviar uma foto e mostrar o rosto, mas em uma foto comportada “de família”.

A Segurança existe na forma de medidas de contenção para que acidentes sejam minimizados, riscos e consequências.

Dadas essas condições criadas pelo Dominante para tirar o submisso de sua zona de segurança, vem a maior qualidade do Dominante. A de envolver o submisso em um sentimento de pertencimento.

O que é Senso de Pertencimento?

Vem do “Pertencer”. Pertencer a um meio, se sentir parte de um sistema, perceber-se integrado ao grupo ou coletivo em que está inserido. Vem de se sentir aceito, útil, se sentir valoroso em todo e qualquer contexto são necessidades básicas inerentes do ser humano. E mais ainda, se identificar com aquilo que se faz.

A maior qualidade do Dominante é a de cativar no submisso a sensação de pertencimento.

Hoje em dia a coisa está mais ou menos assim.

O Dominante quer um submisso para realizar suas vontades, e seus fetiches. Ele quer alguém dedicado e fiel, que esteja disposto a tudo, ou quase tudo para por Ele. Mas não sabe direito o que fazer e como fazer, resumindo a Dominação e a Submissão à certas declarações imperativas e a relação entre 4 paredes. O Dominante não dá atenção necessária ao seu submisso, ou aos que querem se submeter e por isso não sabem do valor do submisso.

O submisso por outro lado, quer um Dominante que vá atrás dele, que o Domine e o faça seguir o caminho escolhido para ele. Mas esquece que é ele quem se entrega. O Dominante é como o rio, o submisso é o barquinho que navega por ele. Sem que este barquinho tenha motor (iniciativa), e tenha direção (escolha), o barquinho se choca com alguma pedra, banco de areia ou a própria margem do rio. Cada um segue uma direção diferente e a relação termina.

Observando-se que, o exemplo do rio e do barquinho não exime nenhuma das partes de responsabilidades. O rio tem que ser suficientemente largo e fundo para suportar o barco. Bem como rios mais agitados precisam de barcos mais rápidos. Exige-se de ambos os lados.

E aí entra o senso de pertencimento.

Cabe ao Dominante criar condições para que a entrega do submisso de sua escolha seja feita de forma harmoniosa. É ele quem cria a fantasia para que o submisso se sinta parte dela. É ele quem tenta, lógico, com a ajuda do submisso, moldar a relação para que os dois se sintam pertencentes a ela.
Se um Dominante é fraco tanto no caráter quanto na habilidade de criar senso de pertencimento, a relação fatalmente acaba em decepção de ambos os lados.
Se um submisso, mesmo com todo o esforço do Dominante, não se compromete, a relação estagna, o rio segue e o barquinho, parado, é esquecido.
SSC também significa equilíbrio. Triskelion.

Como trabalhar esse pertencimento?

Tem muitas formas, muitos jeitos e pessoas reagem de forma diferente.

Mas tem coisas que funcionam para relacionamentos, afinal antes de ser BDSM todos somos baunilha.
1 – Caráter.

2 – Comunicação, intenções claras e cartas na mesa.

3 – Dominante, quando for montar alguma cena, na parte de planejamento, inclua o submisso, pergunte a opinião dele.

4 – Dê atenção ao submisso.

5 – Submisso, esteja disponível.

6 – Quanto mais desafiadora a cena, maiores cuidados são necessários na preparação. Tanto pensar em quais os acidentes e como remedia-los, quanto preparar o submisso psicologicamente e não seguir caso não tenha uma resposta satisfatória.

7 – Cumpra o que promete. Nada é mais decepcionante para qualquer uma das partes, quando a outra parte não cumpre o combinado. Sejam coisas grandes ou pequenas. E acredite, coisas pequenas são piores, elas não aparecem na hora, mas se somam para ficar maiores do que o que vocês conseguem lidar. Se você não cumpre por esquecimento, deixa claro para a outra parte que você não valoriza a relação.

8 – Seja pervertido. Nada mais broxante do que uma relação presa sempre as mesmas práticas, com o mesmo roteiro e o mesmo sexo.

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(Sacou!?)

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