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Ser Switcher é um problema

Ares 0

Hoje em uma conversa li esta frase “ser Switcher é um problema”.

Pensando sobre o assunto eventualmente cheguei à conclusão que pode ser mesmo.

Quando as pessoas começam no meio BDSM a tendência natural é buscar autoconhecimento, e muitas vezes isso ocorre através da polarização. No BDSM, no início, só existe Dominante e submisso, Switchers normalmente são tidos como pessoas que só querem putaria, são tidos como indecisos. Escolher um desses papéis no início facilita um início, é mais fácil encontrar material dizendo como ser dominante ou como ser submisso. Com a escolha do papel fica mais fácil aprender técnicas, descobrir o que se gosta e até conhecer pessoas praticantes.

Ser Switcher torna mais delicada a questão da polarização e consequentemente a definição e o entendimento do indivíduo. E engana-se quem pensa que SW não sabe o que quer, normalmente eles já experimentaram ambos os lados e tem definições bem especificas do que gostam e do que não gostam, até do tipo de pessoas que gostariam de se envolver.

“Como pode alguém que alterna os lados? Essa pessoa vai tentar me dominar numa sessão” ou então “no meio de uma sessão ela vai deixar de ser dominante para virar submisso, e eu vou fazer o que? “. Infelizmente a falta de conhecimento sobre o tema acaba por acarretar interpretações erradas. A mais comum é a do exemplo, de que o SW muda de posição no meio da brincadeira. Há também o mito que fala que não dá para se relacionar com SW, pois são pessoas instáveis.

O que define um Switcher? Switcher seria aquela pessoa que consegue alternar entre os papeis, que não gosta de se definir nem dominante, nem submisso, mas que eventualmente se coloca em uma dessas posições, seja para uma sessão ou para uma play.

Normalmente um Switcher se flexiona conforme a pessoa com quem está conversando e a pratica que lhe interessa. Normalmente se flexiona pelos dois, só a prática por si só não costuma atrair um SW, mas uma pessoa interessante sim. O SW normalmente tem mais dificuldades de se envolver em um relacionamento, como divide-se entre dominante e submisso, acaba por ver dificuldade em se envolver com pessoas mais polarizadas que tenham necessidade de muito controle, ou que sejam extremamente submissas, é meio que uma aversão a mesmice.

Para entender um Switcher é necessário entender o que ele gosta. Há Switchers que não gostam de receber dor, mas gostam de causar, há SW que não gostam de amarrar, mas que gostam de ser amarrados, portanto depende da pessoa com quem você se envolve. O que não vai acontecer é o SW mudar de lado no meio da sessão. Normalmente a tendência é que vocês conversem, exponham limites, as práticas que gostariam e começando a sessão, o SW tende a se manter no mesmo papel durante a sessão inteira.

Há também aqueles SW que gostam de uma relação, e tendem a se envolver com outros SW ou mesmo os polarizados pois estes lhe atraem. A química é o que mais fascina um SW, química na conversa, química nos interesses em comum e principalmente a química no sexo.

Portanto, ser SW ou estar com um SW, não é um problema, só depende de mais comunicação e de que as duas partes tentem se entender melhor.

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