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Investimento em Fetiches

Ares 0

De acordo com a teoria das necessidades básicas humanas e que formam a pirâmide de Maslow, sexo é uma necessidade fisiológica.

Mas e a Realização Pessoal e a Realização Sexual?

BDSM, bondage, dominação, sadismo e masoquismo, numa visão simplista, é um exercício da sexualidade e tem a ver com sexo, mas não é somente sexo.

Todas as pessoas que conheci no meio BDSM até hoje resolveram se tornar BDSMers por encontrar algo que os satisfaça, que os complete e que os realize. Sempre faltava alguma coisa, o sexo não era bom o suficiente, havia aquela sensação de se sentir mais estímulos e o controle do outro, havia aquela necessidade de se controlar o outro e descarregar nosso sadismo, as razões sempre são muitas e muito variadas.

Como no mundo baunilha, há aqueles que estão presos em suas vidas “normais”, rotineiras e enfadonhas. Com 30 e poucos você se vê com um parceiro que te satisfaz em muitos pontos, e quando se conheceram o sexo era bom, mas depois se tornou comum. Com algumas buscas na internet, normalmente mulheres fazem mais isso, acabam encontrando fetiches que poderiam ser usados para melhorar a cumplicidade, o sexo e consequentemente a relação. Isso é ótimo, saudável e faz muito bem tanto para o casal quanto para cada pessoa isoladamente.

Agora imagine a situação, você descobre o fetiche do seu parceiro de ter orgasmo estando preso por algemas, a primeira coisa que faz é correr para uma sex shop e comprar um par de algemas. A tentativa é válida, mas e o resultado? Normalmente as algemas de sex shop, e todos os acessórios, são mais baratos do que um “acessório de verdade”, são feitos para satisfazer um desejo mais momentâneo, quase se tornando descartáveis. Então você com sua novíssima algema seduz seu parceiro, e o algema à cama ou outro local de interesse. Algumas algemas de sex shop costumam ter travas de segurança, então o seu parceiro algemado sente o nariz coçar, ele usa a trava, desprende uma mão, coça o nariz e se prende de novo…. Mas ok, não deixemos isso atrapalhar a brincadeira, vc continua, provoca seu parceiro, as coisas começam a esquentar e com isso a resistência das algemas é posta a prova. Com alguns beijos, amassos e o momento do quase orgasmo se aproxima, o parceiro começa a puxar as algemas com mais força e em algum momento ela arrebenta, ou ela começa a machucar muito, ou qualquer coisa que aconteça por baixa qualidade do produto. As vezes ela pode ter arrebentado sem machucar ninguém, as vezes pode machucar, mas encerrado as brincadeiras, ela se torna lixo.

Um outro exemplo, normalmente o spanking é uma segunda brincadeira que vem depois de experimentado o bondage. Aí vocês já sabem que acessórios de sex shop não prestam. Procuram mais a fundo e veem algumas sugestões de flogger, descobrem que algumas pessoas fazem flogger de fios de telefone, cabos de rede, cabo de aço, couro e etc.. e aí temos um problema. Normalmente materiais sintéticos plásticos, como revestimento de cabos, tendem a soltar material, não foram feitos para contato com pele humana e podem causar alergia sérias, ainda mais pq costumam cortar. Materiais ferrosos costumam sempre ter sinais de oxidação (ferrugem), ferrugem pode causar tétano, além de que materiais ferrosos cortam MUITO. Flogger de Couro cru(açoite) corta muito e machuca muito. O ideal é camurça, ou um couro bem macio, causa ótima sensação, esquenta e não corta, mas é mais caro do que materiais “recicláveis”.

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Sério que vc vai me dominar com isso???

 

Costumo classificar um acessório pela qualidade e estética. A qualidade é se o acessório cumpre bem seu papel, uma algema que não solta, cordas que prendem e não queimam, um flogger que consegue se dar vários golpes sem que o parceiro não se machuque muito e rapidamente. A estética é se o acessório é bonito, se agrada aos olhos e se não assusta muito o parceiro. Assustar o parceiro no momento errado pode impedir uma brincadeira de começar.

Há também fetiches que são “gratuitos”, por exemplo, chuva dourada, é simples de ser feito e como preparação exige somente que a pessoa beba água para poder fazer no parceiro.

Encarar o fetiche, encarar a realização sexual como investimentos não é comprar os acessórios mais caros ou servir aquela dominadora profissional que te cobra um rim. Investir em fetiche é procurar o acessório que mais se adapta ao que você quer, é investir na preparação da cena, seja pesquisando lugares especiais ou investir no jogo de sedução com seu parceiro. Investir em fetiche é gastar tempo, é gastar dinheiro, é fazer o melhor que puder para se realizar e realizar ao seu parceiro.

Eventualmente, e se tratando de fetiche, tudo pode parecer muito caro. “Nossa, tenho que pagar 2 mil reais em uma máquina de eletroestimulação? “ Se você quiser experimentar o que ela tem a oferecer, sim! Da mesma forma que uma roupa de látex custa caro, a sensação de se vestir látex é indescritível.

Tudo tem seu custo, e temos que fazer escolhas conscientes do que queremos. Trocar alguns gastos desnecessários pela capacidade de realizar um fetiche com um parceiro te faria muito mais feliz do que por exemplo trocar de carro, até porque, com o carro novo há sempre novas despesas, gastos e mesmo o carro mais top se torna comum em pouco tempo. Já o fetiche, se você comprou um acessório novo, e inseriu ele em uma cena, normalmente ele muda completamente a cena, e as vezes ter vários acessórios significa poder realizar todo um leque de fetiches diferentes, as vezes até combinados.

Portanto, sexo é fisiológico e relativamente fácil.

Realização sexual te faz feliz e vale o custo comedido.

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