Press "Enter" to skip to content

O que é MoneySlave? Como ter um MoneySlave?

Ares 0

O que é MoneySlave? Como ter um MoneySlave?

MoneySlave em tradução simples, escravo financeiro, mas o que isso quer dizer de verdade? Que basicamente existe aquele que quer ter seus desejos financeiros agraciados (FinDom) e aquele que quer agraciar os desejos do Dominante (MoneySlave).

real e coroa

Os MoneySlave ou aqueles que simplesmente “compram” a atenção de outras pessoas existem em todas as áreas, sejam elas baunilha ou sejam elas BDSM. Eventualmente vemos pessoas pagando coisas, dando mimos e satisfazendo os desejos alheios em troca de alguma coisa, vantagem ou serviço. Sendo estas práticas normais e corriqueiras.

Analisando mais a fundo o porquê de ocorrer este fenômeno vemos que ambos os lados têm necessidades e desejos a serem satisfeitos.

Segundo Phillip Kotler, há apenas 4 meios de obtenção de produtos:

– Autoprodução, em que o indivíduo produz ele mesmo, não dependendo de ninguém mais.

– Coerção, em que há uso de força bruta para obter o que se quer, sendo que não se dá nada em troca.

– Suplica, em que o indivíduo oferece em troca sua gratidão, podendo pedir, suplicar, implorar que alguém lhe dê o que necessita.

– Troca, sabendo quem dispõe do produto necessário, ofertando em troca dinheiro, outros produtos ou serviços para obtê-lo.

O ponto chave disto tudo é a troca. Tanto o Dominante quanto o MoneySlave tem necessidade de satisfação e de realização de seus desejos, portanto quando trocam os dois se satisfazem.

Ainda conforme Kotler para acontecer uma troca é necessário:

– Existência de duas partes, não existe troca unilateral.

– Cada parte tem algo que possa ter valor para a outra. Se uma das partes não tiver algo a oferecer que interesse a outra parte, simplesmente a troca não acontecerá.

– Cada parte é capaz de se comunicar e de fazer a entrega. As duas partes envolvidas precisam saber que cada uma das partes está disposta a trocar algo e que ambas têm algo a oferecer.

– Cada parte é livre para aceitar ou rejeitar a oferta.

Esta troca acontece de formas diferentes e muda conforme as partes envolvidas, cada pessoa e cada relação tem uma dinâmica, mas há pontos em comum que devem ser observados.

O Escravo Financeiro, ou MoneySlave, tende a se sentir inferior ao FinDom, e tenta compensar isso com mimos, dinheiros ou serviços. O MoneySlave tem a necessidade de “comprar” a atenção de seu dominante para chamar sua atenção, para cuidar bem do mesmo ou ainda para simplesmente atender seus caprichos. Existem MoneySlave que são escravos financeiros simplesmente pelo capricho de ser, pois tem tanto recurso que se divertem sendo “explorados” pelos FinDom.

Já os FinDom tendem a ser pessoas exigentes, bem resolvidas e esclarecidas, que enxergam no MoneySlave a capacidade de ter seus desejos realizados, dando em troca sua dominação, carinhos, atenção, ou ainda humilhação, seu sadismo e/ou qualquer coisa que caiba na relação.

Portanto, é de bom tom que o FinDom saiba cativar o seu MoneySlave, saiba do que ele gosta e como agrada-lo, ou mesmo como praticar o bondage, no termo psicológico da coisa, impondo limites, limitações e formas de conte-lo, muitas vezes o impedindo de fazer o que quer simplesmente para reforçar a Dominação que existe.

Há Dominantes Financeiros que só permitem seus submissos de dar presentes, mimos ou dinheiro em situações especificas, para que os FinDom escolham como, quando e o que querem receber, reforçando assim que o MoneySlave é um escravo, é alguém que serve ao seu Dominante e por isso faz o que lhe é ordenado.

Esta, como qualquer relação D/s, mesmo que as vezes não seja propriamente uma D/s, é um tipo de relação que exige cuidados.

Por exemplo, tem que existir a troca, o moneyslave quer ser “explorado”, portanto dá poder ao FinDom de “explora-lo”, se o FinDom tenta impor sua dominação e por consequência exigir tributos ou o que quer que seja, de forma não consensual, se torna crime.

Outro exemplo é quando o FinDom acha que não dará nada em troca ao seu escravo financeiro e terá tudo o que quiser, ele começa a pedir, suplicar e implorar, não sendo propriamente uma relação D/s e sim uma relação em que os papeis estão completamente invertidos. O MoneySlave domina e dita as regras da relação.

Pode acontecer, eventualmente, o desvio da relação. O MoneySlave deixa de ver o FinDom como dominante, pois o mesmo só faz as coisas perante suas exigências financeiras, por exemplo: “Só saio com você se você me der 200 reais”, e começa a ver o FinDom como um “produto caro” que talvez não valha a pena, sendo que a população de “dominantes” que quer ter um MoneySlave é infinitamente maior aos MoneySlave reais que realmente servem de forma financeira. E aí o que acontece? Da mesma forma que o MoneySlave enxerga a relação como um produto, ele “troca” de dominante procurando um que esteja mais alinhado com suas necessidades e desejos.

Como uma solução, para que as relações durem mais, para que os MoneySlave sejam mais realizados, para que os FinDom tenham mais desejos atendidos, há a necessidade de haver autoconhecimento, bem como conhecimento das necessidades do outro. Normalmente as necessidades dos FinDom são mais palpáveis, e as do MoneySlave mais turvas, dependendo do FinDom descobrir como cativar seu MoneySlave.

Se o seu objetivo enquanto dominante é “ganhar dinheiro” ou “explorar um trouxa”, sugiro que tente vias mais profissionais, se tornando uma Dominadora Profissional, inclusive aumentando muito suas chances de encontrar um MoneySlave real e que tenha recursos para bancar seus mimos.

Se o seu objetivo é ser uma Dominante que curte o BDSM, que tem outra fonte de renda e que não “precisa” de um MoneySlave, controle o máximo possível como, quando e o que é dado pelo seu escravo, impondo limitações e deixando claro quem Domina quem.

Se o seu objetivo é ser um MoneySlave de verdade, tenha certeza absoluta que vc tem recursos suficientes, e que um FinDom despreparado não seja um parasita que vá te trazer problemas futuros como endividamento ou um decréscimo desnecessário do seu patrimônio.

De qualquer forma, exerçam o poder de escolher com quem se relacionam, e evitem gastar energia com algo que não os faça feliz.

BDSM e todo o seu contexto tem a ver com realização e satisfação pessoal, nada mais, nada menos.

Deixo aqui meu e-mail, bem como a opção dos comentários. Estou disponível para dúvidas e boas conversas.

Lembrando que Phillip Kotler, pelo que sei, não é BDSMer, só aproveitei uma de suas teorias relacionadas a administração para um contexto BDSM.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *